Líderes financeiros apoiam reformas na União Europeia e nos Estados Unidos
Para que possa haver monitoramento entre os países, as nações --reunidas sob a égide do Fundo Monetário Internacional (FMI)-- concordaram em rever seus progress
Líderes financeiros mundiais apoiaram neste sábado uma série de reformas com o objetivo de pressionar Europa e Estados Unidos a combater o déficit que ameaça paralisar o crescimento econômico global.
Para que possa haver monitoramento entre os países, as nações --reunidas sob a égide do Fundo Monetário Internacional (FMI)-- concordaram em rever seus progressos daqui a seis meses.
A agenda do encontro, contudo, ficou focada em resumir medidas planejadas previamente, como estabelecer um novo programa de compra de títulos pelo Banco Central Europeu e evitar o "abismo fiscal" norte-americano de corte de gastos e aumento de impostos, que deve acontecer no próximo ano.
A lista de reformas foi um reconhecimento de frustração dentro do FMI e entre muitos mercados emergentes à lenta resposta aos grandes riscos que a economia mundial corre.
A chefe do FMI, Christine Lagarde, afirmou que as nações diminuíram suas diferenças sobre como implementar políticas, buscando suprimir as discordâncias entre o Fundo e a Alemanha sobre o quão rápido os países endividados, como a Grécia, devem promover cortes orçamentários.
"Não houve objeção à recomendação que demos aos membros, que foi A-J-A-M", afirmou Lagarde, soletrando a palavra letra por letra.
"Podemos não concordar sempre em tudo, mas creio que há um consenso geral de que a ação coletiva produzirá resultados", afirmou Lagarde aos repórteres.
Em um comunicado emitido após dois dias de conversas, membros do FMI alertaram que o crescimento econômico global estava desacelerando e que incertezas e riscos substanciais permanecem em jogo.
Mas o painel diretivo do FMI, representando os 188 países que são membros do Fundo, elogiou as medidas que já foram tomadas, particularmente na Europa, para fazer o sistema financeiro mais seguro, mesmo que as políticas não sejam amplas o suficiente.
"Todos os membros concordaram que estamos em melhor posição hoje do que há seis meses", afirmou o vice-primeiro-ministro de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, presidente do comitê.
O ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, disse sentir que o ânimo com o seu país está aumentando. A Espanha está sob pressão para buscar auxílio internacional enquanto luta para lidar com um alto déficit do governo e o custo para recapitalizar seus bancos.
"A atmosfera, dos membros do Fundo Monetário Internacional ao setor privado, é muito mais positiva do que antes do verão (europeu)", afirmou De Guindos.
Entretanto, líderes financeiros deixam o encontro com pouca evidência concreta de que novos progressos estão sendo alcançados nas nações endividadas do mundo, devido a problemas políticos.
As eleições presidenciais nos Estados Unidos e a troca de liderança na China, que ocorre uma vez por década, acontecerão daqui a algumas semanas. A zona do euro precisa direcionar decisões em vários governos nacionais, com o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, comparando a tarefa a manobrar um tanque com 17 capitães no comando.
Para que possa haver monitoramento entre os países, as nações --reunidas sob a égide do Fundo Monetário Internacional (FMI)-- concordaram em rever seus progressos daqui a seis meses.
A agenda do encontro, contudo, ficou focada em resumir medidas planejadas previamente, como estabelecer um novo programa de compra de títulos pelo Banco Central Europeu e evitar o "abismo fiscal" norte-americano de corte de gastos e aumento de impostos, que deve acontecer no próximo ano.
A lista de reformas foi um reconhecimento de frustração dentro do FMI e entre muitos mercados emergentes à lenta resposta aos grandes riscos que a economia mundial corre.
A chefe do FMI, Christine Lagarde, afirmou que as nações diminuíram suas diferenças sobre como implementar políticas, buscando suprimir as discordâncias entre o Fundo e a Alemanha sobre o quão rápido os países endividados, como a Grécia, devem promover cortes orçamentários.
"Não houve objeção à recomendação que demos aos membros, que foi A-J-A-M", afirmou Lagarde, soletrando a palavra letra por letra.
"Podemos não concordar sempre em tudo, mas creio que há um consenso geral de que a ação coletiva produzirá resultados", afirmou Lagarde aos repórteres.
Em um comunicado emitido após dois dias de conversas, membros do FMI alertaram que o crescimento econômico global estava desacelerando e que incertezas e riscos substanciais permanecem em jogo.
Mas o painel diretivo do FMI, representando os 188 países que são membros do Fundo, elogiou as medidas que já foram tomadas, particularmente na Europa, para fazer o sistema financeiro mais seguro, mesmo que as políticas não sejam amplas o suficiente.
"Todos os membros concordaram que estamos em melhor posição hoje do que há seis meses", afirmou o vice-primeiro-ministro de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, presidente do comitê.
O ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, disse sentir que o ânimo com o seu país está aumentando. A Espanha está sob pressão para buscar auxílio internacional enquanto luta para lidar com um alto déficit do governo e o custo para recapitalizar seus bancos.
"A atmosfera, dos membros do Fundo Monetário Internacional ao setor privado, é muito mais positiva do que antes do verão (europeu)", afirmou De Guindos.
Entretanto, líderes financeiros deixam o encontro com pouca evidência concreta de que novos progressos estão sendo alcançados nas nações endividadas do mundo, devido a problemas políticos.
As eleições presidenciais nos Estados Unidos e a troca de liderança na China, que ocorre uma vez por década, acontecerão daqui a algumas semanas. A zona do euro precisa direcionar decisões em vários governos nacionais, com o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, comparando a tarefa a manobrar um tanque com 17 capitães no comando.
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