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Operação Caatinga Resiste identifica desmatamento ilegal no Piauí

No estado, as ações foram estruturadas de forma cooperativa entre o MPPI, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Ibama.

Nessa sexta-feira (20), foi apresentado um balanço preliminar que revela números da Operação Caatinga Resiste. A ação resultou na identificação de 10.434 hectares de desmatamento ilegal no semiárido brasileiro, em nove estados.

De acordo com o Ministério Público do Piauí (MPPI), a operação começou no dia 9 e seguiu até 19 de março, com a mobilização de Ministérios Públicos, órgãos ambientais e forças policiais de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Os 324 desmatamentos foram identificados através de monitoramento remoto via satélite, resultando, até o momento, no embargo de 6.673 hectares e na aplicação de quase R$ 27 milhões em multas, atingindo aproximadamente 295 imóveis rurais. O Piauí foi o terceiro maior estado com área fiscalizada, sendo 1.583,32 há, atras apenas de Ceará (2.062,54 ha) e Pernambuco (2.752,12 ha).

Foto: Semarh-PI / MPPIOperação Caatinga Resiste, desmatamento ilegal, crime ambiental
Operação Caatinga Resiste

Além de irregularidades envolvendo a supressão de vegetação nativa sem autorização válida, também há inconsistências em registros ambientais, como cadastros rurais. Os números devem ser ainda mais elevados no balanço final da operação, já que parte dos dados ainda não foram consolidados ou incorporados. Ainda foram identificadas outras infrações ambientais, como apreensão de animais silvestres, extração ilegal de areia e minério, uso irregular do fogo para supressão de vegetação e exploração ilegal de madeira.

No estado do Piauí, as ações do MPPI, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Ibama, fiscalizaram os municípios de Inhuma, Jaicós, Pio IX, Pimenteiras, Colônia do Gurgueia, Caracol, Anísio de Abreu, Jerumenha, Canto do Buriti, São Miguel do Tapuio, Ipiranga do Piauí, Buriti dos Lopes, Francisco Santos, Paulistana, São Francisco de Assis do Piauí, Queimada Nova e São Francisco do Piauí.

A ação é uma iniciativa da ABRAMPA, por meio do projeto Caatinga Resiste, com coordenação nacional do Ministério Público de Sergipe (MPSE), articulando entre os Ministérios Públicos estaduais.

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