Alunos ficam sem aulas após alagamentos em escola no Dirceu
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que uma equipe do setor de engenharia esteve, na manhã desta quinta-feira (05), fazendo uma avaliação na Unidade Escolar Adamir Leal.
A Escola Estadual Adamir Leal, localizada no bairro Dirceu I na zona Sudeste de Teresina, está com as aulas suspensas por conta de um alagamento que ocorreu durante as fortes chuvas, na tarde dessa quarta-feira (04). A força da água foi tão grande que rompeu parte da estrutura do portão da escola.
De acordo com a diretora da unidade, Naiza Ferreira, no momento da chuva os alunos do ensino fundamental estavam assistindo aula quando foram surpreendidos com a enxurrada. As crianças que estudam na unidade têm idades entre 08 a 14 anos, dentre elas estão 30 crianças portadoras de necessidades especiais e, segundo a direção, ficaram aterrorizadas com o volume de água que chegou a atingir a marca de cerca de 40 cm dentro das salas de aula.
“Foi terrível, as crianças ficaram aterrorizadas e tivemos que fazer uma estrutura com cadeiras como uma ponte para que eles pudessem atravessar de um corredor para o outro e chegar ao pátio. Temos 30 crianças especiais aqui que precisaram ser levadas nos braços pelos funcionários, elas estavam em estado de choque porque alguns tem deficiência cognitiva”, disse a diretora.
Naiza afirma que o problema não é de hoje, há 20 anos a escola sofre com os alagamentos durante o período de chuvas. A direção alega que a enxurrada vem da rua ao lado da unidade que não possui sistema de escoamento suficiente para suportar o volume de água. Dentro das salas da Escola Estadual Adamir Leal é possível ver que foram feitos pequenos buracos no canto da parede, onde há um cano, para a vasão da água que fica acumulada.
Nessa última quarta-feira (04), a força da água chegou a entortar o portão dos fundos da escola deixando salas e corredores cheios de lama e sujeira. Um outro problema é que a enxurrada arrasta dejetos de uma unidade hospitalar localizada nas proximidades para dentro da escola, causando risco também à saúde dos alunos.
“Eu já chamei as autoridades para ver a situação, mas nunca foi resolvido. Eu sou diretora há 20 anos dessa escola temos o melhor índice de desenvolvimento da educação básica, mas sempre foi assim, sofremos muito com esse problema, eu nem consegui dormir preocupada com a situação. Inclusive tem uma unidade hospitalar que quando chove todos os dejetos vem parar nos fundos da escola, preservativos, curativos tudo isso fica exposto aqui”, denuncia Naiza.
Em um outro ponto, uma árvore ameaça derrubar um muro que fica próximo ao pátio onde os alunos costumam ficar no intervalo das aulas. Segundo a direção, há pocuo tempo um raio caiu nessa árvore e o impacto destruiu duas salas que ficam próximas. “Nós já fizemos também o pedido pra retirar esse pé de faveiro, o muro está para cair por conta dele. Já chegou a cair um raio que atingiu as salas, destruindo mesmo”, conta.
Outro lado
O Viagora procurou a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) sobre o assunto e através da assessoria foi emitida uma nota de esclarecimento:
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que uma equipe do setor de engenharia esteve, na manhã desta quinta-feira (05), fazendo uma avaliação nas Unidades Escolares Adamir Leal e Milton Aguiar, localizadas no bairro Dirceu Arcoverde, que tiveram suas dependências invadidas pela água em decorrência da forte chuva que ocorreu na tarde da quarta-feira (04). A Seduc esclarece que já fez uma rede de drenagem pluvial para essas unidades, mas que a mesma não está resolvendo porque as escolas se encontram no ponto de encontro das águas pluviais que escorrem das ruas localizadas no entorno. A solução definitiva para a situação acontecerá apenas quando a prefeitura fizer uma rede de drenagem com galerias para a passagem da água. A Seduc, inclusive, já fez a solicitação junto à Prefeitura Municipal de Teresina para a construção da galeria que resolveria essa situação, que se repete anualmente, mas ainda não foi atendida. A Seduc informa, ainda, que a limpeza das dependências e a substituição de qualquer equipamento que, por ventura, tenha sido danificado já estão sendo providenciadas e as aulas serão retomadas tão logo tudo esteja no seu estado normal.
A reportagem não conseguiu localizar nenhum representante da SDU (Superintendência de Deselnvolvimento Urbano) Sudeste para falar sobre o assunto, até o fechamento da matéria.
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