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Justiça concede liberdade à vereadora Tatiana Medeiros e devolve mandato

A revogação da prisão domiciliar foi proferida pelo juiz José Maria de Araújo Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), nesta sexta-feira (10).

O juiz José Maria de Araújo Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), revogou a prisão domiciliar cumprida pela vereadora Tatiana Medeiros, acusada de ter utilizado recursos ilícitos para custear sua campanha eleitoral em 2024. Com a decisão proferida nesta sexta-feira (10), a parlamentar foi posta em liberdade e poderá retornar à Câmara Municipal de Teresina após a revogação da suspensão total do seu mandato.

A vereadora foi presa pela Polícia Federal em abril deste ano durante a Operação Escudo Eleitoral, que teve o objetivo de combater possível influência de facções criminosas nas eleições de 2024. Tatiana Medeiros cumpria prisão domiciliar desde junho após a decisão da juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, pois não estava em condições de permanecer na Sala de Estado Maior, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Piauí, devido à sua saúde debilitada.

Foto: Divulgação/ InstagramTatiana Medeiros
Tatiana Medeiros

De acordo com a nova decisão, a parlamentar terá que cumprir novas medidas cautelares, como o recolhimento noturno, o acesso à internet apenas por um único aparelho e a proibição de manter contato com outros investigados, testemunhas e servidores supostamente envolvidos.

Em razão deste novo cenário, o suplente de vereador Leôndidas Júnior (PSB) deve deixar sua vaga na Câmara Municipal de Teresina. Ele tomou posse em 4 de junho deste ano após afastamento de Tatiana Medeiros.

Operação da PF

As investigações da Operação Escudo Eleitoral iniciaram após a divulgação do resultado eleitoral e constataram indícios de vínculo entre Tatiana Medeiros e uma facção criminosa, que atua no estado de forma violenta.

A Polícia Federal do Piauí indiciou a parlamentar pelos crimes de organização criminosa, compra de votos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio. O delegado Daniel Alves presidiu o inquérito encaminhado no dia 11 de abril ao Poder Judiciário.

O relatório policial aponta fortes indícios de que a campanha da vereadora teria sido financiada com recursos de uma facção criminosa e desvios de verbas públicas da ONG Instituto Vamos Juntos, que pertence à Tatiana Medeiros.

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