TRE nega pedido de habeas corpus e mantém prisão da vereadora Tatiana Medeiros
Conforme a decisão, dois juízes foram favoráveis à libertação de Tatiana Medeiros, contra cinco que negaram o habeas corpus.
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) negou o pedido de Habeas Corpus da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) e manteve a prisão preventiva da parlamentar, investigada na Operação Escudo Eleitoral da Polícia Federal. O caso foi julgado na tarde desta segunda-feira (14), através de sessão por videoconferência, e o relator do processo é o juiz José Maria de Araújo Costa.
Conforme a decisão, dois juízes foram favoráveis à libertação de Tatiana Medeiros, contra cinco que negaram o habeas corpus. Com isso, a parlamentar permanece em uma sala especial no Quartel do Comando Geral (QCG), em Teresina, devido à prerrogativa profissional por exercer a advocacia.

Entenda o caso
A vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal no dia 03 de abril deste ano em sua residência, na zona Leste de Teresina, no âmbito da 2ª fase da Operação Escudo Eleitoral.
A operação tem o objetivo de combater possível influência de facções criminosas nas eleições de 2024. As investigações iniciaram após a divulgação do resultado eleitoral e constataram indícios de vínculo entre Tatiana Medeiros e uma facção criminosa, que atua no estado de forma violenta.
O 1º juízo de Garantias da Justiça Eleitoral do Piauí determinou o afastamento da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) da Câmara Municipal de Teresina.
Para o advogado de defesa da vereadora, Edson Araújo, sua prisão foi uma “decisão completamente arbitrária”. Em coletiva de imprensa, na sede da PF, o advogado afirmou que ainda não obteve acesso aos autos na íntegra, mas não há motivos para a prisão de Tatiana Medeiros.
A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí (OAB-PI) emitiu uma nota declarando que houve violação de prerrogativa profissional, pois não houve comunicação prévia sobre a prisão da advogada.
Além disso, a Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (14), três mandados judiciais relacionados à Operação Escudo Eleitoral, que investiga a atuação de facções criminosas nas Eleições Municipais de 2024. As ações ocorreram em Teresina e resultaram no afastamento de três pessoas dos cargos que ocupavam na Câmara Municipal.
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