Aprovados no concurso da FMS protestam em frente à Câmara de Teresina
Os profissionais reivindicam a convocação de mais de mil aprovados no último certame de 2024.
A comissão dos aprovados no concurso da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina realizou um protesto na manhã desta quarta-feira (21), na Câmara Municipal. Os profissionais reivindicam a convocação de mais de mil aprovados no último certame de 2024.
De acordo com um dos presidentes da comissão, Thiago Nunes, a FMS está superlotada de “indicações políticas” em detrimentos de pessoas que realmente têm o direito de assumir a vaga.

“Estamos reivindicando a convocação dos concursados, aprovados e classificados no concurso da Fundação Municipal. Hoje a FMS está superlotada, em torno de 75% dos seus servidores são pessoas que fizeram concurso seletivo de validade, que já venceu e renovaram, são indicações políticas”, explicou.
Thiago Nunes ainda ressaltou que os concursados estão à espera de um posicionamento da Prefeitura de Teresina e enfatizou que o desequilíbrio financeiro não pode ser utilizado como justificativa, pois os terceirizados têm recebido pagamento.
“O prefeito diz que 'a prefeitura tem um rombo', mas o salário que paga um terceirizado é o salário que paga a gente. E se a gente for para a lei, o direito é nosso e não deles. Ninguém está querendo que os terceirizados fiquem desempregados, que passem necessidade. Nós estamos em busca de um direito que a Constituição, no artigo 37, nos dá. Todos aqueles que forem aprovados em prova têm o dever e o direito de serem chamados”, explicou.

Entre as classes que pleiteiam a convocação estão os técnicos de enfermagem, auxiliares administrativos, motoristas de ambulância, radiologias, contadores e outras.
O presidente da comissão destacou também que as categorias estão em busca de um diálogo aberto com o prefeito Silvio Mendes e caso as medidas extrajudiciais não se mostrem satisfatórias, o Ministério Público do Estado deve ser acionado.
Arkadt Silva, representante do setor administrativo, explicou que cerca 145 classificados no edital administrativo aguardam serem chamados, além dos demais aprovados. Ele ressaltou que a comissão não é contra os terceirizados, estão apenas defendendo um direito constitucional.
“Eu represento os auxiliares administrativos, que eram de imediato 10 vagas e tem mais 200 classificados. Faltam 145 desses classificados a serem chamados. Além dos auxiliares administrativos, tem os auditores, que são os para nível superior, que reúne pessoas do direito, contadores, administradores e também tem motoristas de ambulância”, afirmou.
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