Juíza concede prisão domiciliar à vereadora Tatiana Medeiros
A decisão foi proferida nessa segunda-feira (2) pela juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho.
Nessa segunda-feira (2), a juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, concedeu prisão domiciliar à vereadora Tatiana Medeiros (PSB), acusada de ter utilizado recursos ilícitos para custear sua campanha eleitoral. A parlamentar está presa desde 3 de abril, quando foi alvo da Operação Escudo Eleitoral deflagrada pela Polícia Federal.
Conforme a decisão, foram apresentadas provas documentais de que Tatiana Medeiros não possui condições de permanecer na sala de Estado Maior, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Piauí, devido ao seu estado de saúde debilitado.

A vereadora já chegou a ser internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) após ser encontrada, no dia 21 de maio deste ano,desacordada na cela onde estava presa.
Embora tenha recebido o direito de prisão domiciliar, a parlamentar continuará afastada da função pública, utilizando tornozeleira eletrônica e está proibida de ter acesso à rede mundial de computadores, especialmente a endereços eletrônicos institucionais, sistemas de órgãos públicos municipais e redes sociais.
Entenda o caso
A vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal em sua residência no dia 3 de abril deste ano, na zona Leste de Teresina, no âmbito da 2ª fase da Operação Escudo Eleitoral.
A operação visou combater possível influência de facções criminosas nas eleições de 2024. As investigações iniciaram após a divulgação do resultado eleitoral e constataram indícios de vínculo entre Tatiana Medeiros e uma facção criminosa, que atua no estado de forma violenta.
A Polícia Federal do Piauí indiciou a parlamentar pelos crimes de organização criminosa, compra de votos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio. O delegado Daniel Alves presidiu o inquérito encaminhado no dia 11 de abril ao Poder Judiciário.
O relatório policial aponta fortes indícios de que a campanha da vereadora teria sido financiada com recursos de uma facção criminosa e desvios de verbas públicas da ONG Instituto Vamos Juntos, que pertence à Tatiana Medeiros.
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