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Cão perito reforça operações de localização de restos mortais no Piauí

O novo integrante ainda passa pela fase de ambientação, após duas semanas de sua chegada no estado.

O cão da raça branco alemão de pelo curto, chamado Thor, integra o Núcleo de Operações com Cães (NOC) da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp). Sua chegada representa reforço ao Corpo de Bombeiros Militar do Piauí na localização de restos mortais.

Doado por um especialista do Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o novo integrante atuará em áreas de mata fechada, vegetação densa e locais com escombros, reforçando a detecção. Thor é o terceiro cão capacitado, no Piauí, para este tipo de operação em específico.

Foto: Louany Naira / Governo do PiauíThor, cão perito, integra Núcleo de Operações com Cães (NOC)
Thor, cão perito, integra Núcleo de Operações com Cães (NOC)

“Buscamos não só uma genética adequada, mas principalmente o indivíduo. Vamos aos melhores canis do país em busca de cães que apresentem características essenciais para o serviço, como instinto de caça, boa posse, capacidade de concentração e, acima de tudo, confiabilidade e segurança. Essas qualidades fazem toda a diferença para enfrentar as adversidades da atividade”, ressaltou o cabo Bandeira, bombeiro militar e integrante do NOC.

O novo integrante ainda passa pela fase de ambientação, após duas semanas de sua chegada no estado. Assim, atuando supervisionado e com outros cães do núcleo até, conforme a expectativa, quatro meses depois, quando possivelmente estará apto para fazer parte das operações.

“A relevância desse trabalho é enorme, especialmente diante do aumento de casos de ocultação de cadáveres e de pessoas desaparecidas no estado. É um serviço singular, que exige cães e profissionais altamente qualificados. Sem a técnica adequada, localizar alguém em áreas de mata se torna uma tarefa praticamente inviável”, explicou o cabo Bandeira.

O treinamento foi explicado pelo soldado Simplício, do CBMEPI, que afirmou a utilização de um composto químico orgânico, com odores similares àqueles emitidos pelo corpo humano quando está em estado de decomposição. Ele acrescenta ainda que o treinamento é essencial para evitar situações como a contaminação cruzada.

O estado conta, atualmente, com 12 cães policiais, sendo nove deles na capital Teresina e os outros três distribuídos pelo interior.

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