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Paixão de Cristo de Floriano: figurinos relatam história com vestuários da época

O personagem de Jesus deve vestir cinco figurinos por onta das diferentes situações protagonizadas.

A Paixão de Cristo de Floriano, que acontece às 20h dos dias 3 e 4 de abril, conta com o figurino pensado para incrementar a narrativa e aumentar a conexão com a história. Para isto são realizadas pesquisas prévias, com a imersão da época retratada no espetáculo.

“Tanto que o figurino de Pilatos tem uma textura e uma cor de pele de ovo, que é uma cor que era muito usada na época. Para eles, não era uma questão de escolha, pois essas cores eram as que a lã oferecia”, observa o diretor do espetáculo, Cesar Crispim.

Foto: Divulgação / AscomFigurinos da Paixão de Cristo em Floriano
Figurinos da Paixão de Cristo em Floriano

Para a pesquisa da moda geral, cenários, adereços, costumes e outros elementos, a equipe técnica visitou o Museu da Moda, em Gramado, com tour em Israel, passando por Jerusalém, Caná, Nazaré, Tiberíades e Cafarnaum.

“É a cor do barro vermelho, aquele barro mais escuro, porque era muito usado à época. Ela remete à cor do urucum, porque além do tecido cru, eles também tingiam, mas o tingimento era feito também com materiais da natureza. Portanto, fizemos essa opção dessa cor para ele este ano”, comenta o diretor.

Aproximadamente 70% das roupas do elenco principal já estão prontas, tendo a previsão de conclusão do figurino dos coadjuvantes para o mês de março. Cesar Crispim acrescentou que para os discípulos foram escolhidos diversos tons de marrom para o branco.

“Isso não é luxo, é simplesmente para manter a qualidade do figurino durante toda a encenação”, pontua Crispim, sobre a necessidade do personagem de Jesus vestir cinco roupas. Isto acontece por conta das diferentes situações protagonizadas pelo personagem.

A atenção na escolha da roupa também foi pertinente para o figurino de Pilatos, Herodes e Maria Madalena. Sendo um complemento essencial para a representação que quer ser passada pelo diretor.

“Ela pode ser de qualquer forma, porque, na verdade, o mal que existe está dentro do homem ou da mulher e não necessariamente personifica o mal daquela pessoa que está diante de nós, como se o diabo fosse um ser humano que se apresenta na nossa frente”, destaca Crispim sobre o figurino do diabo, que começará com roupas femininas e depois masculinas.

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