Influenciadoras digitais são alvos de operação policial em Parnaíba
De acordo com as forças de segurança, a investigação foi iniciada em 2024, e teve como alvo duas influenciadoras.
Nesta sexta-feira (10), as Polícias Civil e Militar deflagraram a Operação Laverna 4, com o objetivo de combater crimes de divulgação de jogos de azar, lavagem de dinheiro e estelionato contra o consumidor. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ligados a duas influenciadoras digitais, em Parnaíba, litoral do Piauí.
De acordo com as forças de segurança, a investigação foi iniciada em 2024, e teve como alvo duas influenciadoras digitais da região, identificadas por B.M.C. e D.C.M. Na operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, além de uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Segundo a polícia, as investigações apontam que, as suspeitas faziam o uso de perfis em redes sociais para divulgar plataformas ilegais de apostas, rifas virtuais e jogos de azar, bem como o “Jogo do Tigrinho”.
Ainda conforme a apuração, as investigadas mantinham grupos de mensagens para captação direta de apostadores, compartilhamento de links e direcionamento para plataformas ilegais. Há indícios de manipulação de resultados e utilização de contas simuladas para dar aparência de veracidade aos ganhos divulgados.
Conforme a investigação, a influenciadora B.M.C. teria movimentado aproximadamente R$ 1.178.952,25, em 14 contas bancárias diferentes, enquanto D.C.M. movimentou cerca de R$ 1.054.886,88 milhão em 9 contas, valores considerados incompatíveis com as atividades formais declaradas.
Além disso, foram identificados indícios de ocultação patrimonial, com uso de bens registrados em nome de terceiros, empresas com baixa movimentação aparente e pulverização de recursos financeiros para dificultar o rastreamento.
A polícia apreendeu diversos materiais como aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, documentos, dinheiro em espécie e itens de alto valor, como joias e acessórios. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros das investigadas até o limite superior a R$ 2 milhões, e também a quebra de sigilo de dados dos dispositivos apreendidos.

A Justiça solicitou ainda, a suspensão imediata da divulgação de jogos de azar, e a remoção de todas as postagens relacionadas às práticas ilícitas nas redes sociais, em um prazo de 24 horas.
No endereço de uma das influenciadoras, foram encontrados 26 galos em situação de maus-tratos, configurando a prática de rinha. As investigações continuam com a análise do material apreendido e não está descartada a identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.
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