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Empresário é preso suspeito de aplicar golpe de R$ 8 milhões com venda irregular de veículos em Teresina

Além da prisão também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório e na residência do investigado, para localizar material referente aos veículos negociados no esquema.

Na manhã desta sexta-feira (15), a Secretaria de Segurança Pública cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um empresário de iniciais R.F.A.F. A ação foi realizada por meio da Polícia Civil, em que o homem é investigado por envolvimento em um esquema criminoso de apropriação indébita, estelionato e associação criminosa relacionado à venda irregular de veículos em Teresina.

“Diversas pessoas já procuraram espontaneamente a autoridade policial para colaborar com as investigações e iniciar o processo de devolução dos veículos. Aqueles que foram identificados, têm ciência da origem irregular dos automóveis e ainda não se apresentaram serão formalmente intimados. O DRACO continuará avançando nas investigações para identificar todos os participantes da organização criminosa, recuperar os veículos desviados e garantir a responsabilização penal e patrimonial de cada envolvido”, pontuou o delegado Laércio Evangelista, coordenador do DRACO.

Foto: Divulgação/ Polícia CivilCumprimento de mandados
Cumprimento de mandados

Além da prisão também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório e na residência do investigado, para localizar documentos, registros financeiros e a lista de compradores dos veículos negociados no esquema. A investigação, coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) aponta que o suspeito alugava veículos por meio de contratos firmados com empresas locadoras e em seguida deixava de cumprir os pagamentos, além de revender mesmo sem propriedade legal dos veículos.

De acordo com o inquérito, cerca de 83 veículos estão envolvidos no esquema, sendo a maioria zero quilometro, assim causando um prejuízo de aproximadamente R$ 8 milhões. Foi determinado, pela Justiça, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens vinculados ao investigado e à empresa administrada por ele para assegurar o ressarcimento das vítimas e evitar ocultação de patrimônio.

Pessoas que compraram veículos envolvidos no esquema têm colaborado com a Polícia Civil, que trabalha para localizar os automóveis ainda não recuperados e identificar todos os envolvidos na organização criminosa.

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