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MPT do Piauí faz alerta sobre casos de trabalho análogo a escravidão

Segundo o coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI, procurador do trabalho Edno Moura, somente neste ano já foram 30 resgates de trabalhadores traficados.

O Ministério Público do Trabalho (MPT-PI) destacou a importância de combater o trabalho análogo à escravidão e fez um alerta sobre o alto número de piauienses traficados para outros municípios/estados para trabalhar em condições degradantes. 

Segundo o coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI, procurador do trabalho Edno Moura, somente neste ano já foram 30 resgates de trabalhadores traficados.

Foto: Divulgação/ MPT-PITrabalho análogo a escravdão
Trabalho análogo a escravidão

“Esse ano, nós já resgatamos 30 trabalhadores que haviam sido traficados e submetidos a trabalho escravo no estado da Bahia. Já tivemos casos de trabalhadores que foram traficados para o interior do estado de São Paulo”, relata o procurador.

Segundo o procurador, o tráfico de trabalhadores dentro do próprio município também é comum, devido à falta de perspectivas dos trabalhadores nas suas localidades originais. A exemplo disso, em 2024, trabalhadores de Nazária foram resgatados em Boa Hora e Monte Alegre do Piauí, onde atuavam na extração de pedra, mas estavam em situação análoga à escravidão.

“É importante tratar disso com muita seriedade e refletir sobre as causas que levam as pessoas a aceitarem serem traficadas para outros municípios ou estados para serem submetidos a condições degradantes de trabalho”, também acrescentou sobre a falta de políticas públicas que possam fixar os trabalhadores em suas localidades e em condições dignas de trabalho.

Edno Moura ainda destacou a importância das instituições responsáveis implementarem políticas públicas pós-resgates, pois há casos de reincidência.

“O que temos percebido é que, na sua grande maioria, o perfil dos trabalhadores resgatados é de homens pobres, sem escolaridade. Pessoas que vivem à margem da sociedade e que se encontram sem perspectivas de obtenção de renda e aceitam condições degradantes porque não veem outra alternativa para auferirem renda para si e para o sustento de suas famílias”. pontuou.

Por: Kauwany Araújo

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