Proibição de celulares nas escolas do Piauí completa um ano
A chefe da 19º Gerência Regional de Educação (GRE), Marlene Lima, afirma que o processo de adaptação exigiu diálogo e mobilização
A lei nº 8.563/2025, que proíbe o uso de celulares, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos eletrônicos em escolas públicas e privadas do Piauí, completou um ano nesta semana. A norma, válida para salas de aula, intervalos e atividades extracurriculares, foi criada com o objetivo de reduzir distrações e melhorar o desempenho dos estudantes. Um ano após sua implementação, gestores escolares relatam avanços significativos na concentração dos alunos, na convivência entre colegas e nos resultados pedagógicos.
A chefe da 19º Gerência Regional de Educação (GRE), Marlene Lima, afirma que o processo de adaptação exigiu diálogo e mobilização de toda a comunidade escolar. “Foram feitas reuniões com gestores, coordenadores, pais, grêmios estudantis e servidores para garantir o entendimento e a execução da lei”, relata a gestora.
Segundo Marlene, os efeitos positivos foram perceptíveis. “No que diz respeito à concentração, os resultados foram visíveis, houve aumento nas aprovações, maior participação em olimpíadas e avaliações externas. Enfim, mudanças também de comportamentos, interações e laços afetivos”, comenta a gestora.
Em 2025, as 39 escolas vinculadas à 19ª GRE participaram de 309 olimpíadas do conhecimento, conquistando um total de 499 medalhas, entre ouro, prata, bronze e menções honrosas. Os dados reforçam o envolvimento dos estudantes em atividades acadêmicas e o fortalecimento do ambiente escolar voltado ao aprendizado.
No Centro de Ensino de Tempo Integral Lourival Parente, em Teresina, a diretora Verbena Roque também observa avanços. “O processo de adaptação começou com reuniões informativas com a equipe escolar, depois com as famílias e, por fim, com os estudantes. No início foi um pouco difícil, havia resistência de alunos e até de alguns pais, mas com diálogo começamos a perceber mudanças no comportamento”, conta a gestora.
Verbena destaca que, mesmo com a proibição, a escola manteve a orientação para o uso pedagógico dos celulares em situações específicas, como acessibilidade, saúde ou acesso a plataformas de ensino. “A principal mudança foi o acesso a plataformas educacionais, ou seja, o uso do celular com fins didáticos ajudou a melhorar o desempenho dos alunos. Com essa diminuição, ocorreu também uma maior interação entre alunos nos intervalos, com dinâmicas e boas conversas, além da participação dos estudantes na biblioteca”, explica a diretora.
Ambas as gestoras concordam que a lei contribuiu para resgatar a escola como espaço de convivência e aprendizagem. “A própria lei é bem esclarecedora, sem punição, tem conscientização, mas devemos continuar educando os alunos sobre o assunto. A lei melhora laços, afetos e os resultados de aprendizagem”, reforça Marlene Lima.
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