Patrulha Maria da Penha registra 661 prisões no Piauí em 2025
A atuação integrada evitou feminicídios entre mulheres acompanhadas e reforça a importância da denúncia e do acompanhamento contínuo
Em 2025, os dados consolidados confirmam a Patrulha Maria da Penha como uma das principais políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica no Piauí. Ao longo do ano, a unidade realizou 661 prisões de agressores e garantiu proteção direta a 2.363 mulheres que possuíam Medidas Protetivas de Urgência em vigor. Entre todas as mulheres assistidas, não houve registro de feminicídio no Piauí.
De acordo com o governo, durante o período, as equipes especializadas realizaram 9.075 visitas de fiscalização para acompanhar o cumprimento das decisões judiciais, além de atenderem 2.122 ocorrências relacionadas. O trabalho preventivo também foi reforçado com 500 ações educativas, voltadas à conscientização da população e à prevenção de novos casos de agressão.

Conforme o governo, um dos resultados mais expressivos do serviço é a ausência de feminicídios entre as mulheres acompanhadas pela patrulha em 2025, cenário responsável pelo monitoramento constante e à atuação integrada com a rede de proteção.
O major Leoneide, comandante da Patrulha Maria da Penha, destacar que, desde a implantação do serviço, não há registros de homicídios entre as assistidas. “As mulheres que pediram ajuda e receberam acompanhamento estão vivas. Não é a denúncia que mata, o que mata é o silêncio”, afirma.
A Patrulha Maria da Penha atua no acompanhamento sistemático de mulheres com medidas protetivas, por meio de visitas periódicas que fiscalizam o cumprimento das ordens judiciais. A metodologia de trabalho prioriza a escuta qualificada, o acolhimento e o atendimento humanizado, além da articulação com órgãos da saúde, da assistência social e do Judiciário.
A secretária de Estado das Mulheres, Zenaide Lustosa, ressaltou a importância do serviço e alertou para os riscos do silêncio. “O Estado tem um serviço humanizado que salva vidas. Mas é fundamental que as mulheres não silenciem e procurem os órgãos de atendimento”, afirmou, acrescentando que muitas vítimas fatais nunca chegaram a acionar a rede de proteção.
Estrutura e expansão do serviço
Segundo o governo, atualmente, a Patrulha Maria da Penha está presente em 19 municípios piauienses, incluindo Teresina, com 20 núcleos operacionais, dois deles em Parnaíba e a coordenação geral na capital. O atendimento funciona 24 horas por dia, com acionamento pelo número 190 em situações de emergência, além de canais específicos para fiscalizações e orientações. No ano de 2026, a expectativa é de aumentar a cobertura territorial e ter investimentos contínuos na capacitação dos policiais militares, fortalecendo ainda mais as ações de prevenção à proteção à vida das mulheres e a violência doméstica.
O coronel Scheivann Lopes, comandante da Polícia Militar do Piauí, reforçou a importância da denúncia como ferramenta de proteção. “As mulheres que procuram o Estado recebem acompanhamento da patrulha e têm proteção efetiva, o que mostra a importância de denunciar e buscar ajuda”, destacou.
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