Patrulha Maria da Penha reforça proteção de mulheres vítimas de violência em Teresina
Equipes da PM realizam visitas mensais, monitoram medidas protetivas e integram rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade
Todos os dias, equipes da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Piauí (PMPI), percorrem bairros de Teresina realizando o acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas expedidas pela Justiça. O trabalho busca garantir segurança, acolhimento e acompanhamento contínuo às vítimas, fortalecendo a atuação da rede de proteção no estado.
De acordo com o governo, uma das mulheres assistidas pelo programa é uma idosa de 77 anos, que terá a identidade preservada. Ela e a neta, de 18 anos, possuem medida protetiva contra o ex-companheiro de sua filha. Segundo a vítima, o acompanhamento realizado pelas equipes da patrulha tem sido fundamental para proporcionar mais tranquilidade e sensação de segurança dentro de casa.

“A Patrulha Maria da Penha está sempre aqui, ligando, me assistindo. Eu não tenho o que dizer desse serviço nem da Casa da Mulher Brasileira, porque também sou muito bem assistida lá”, relatou a idosa.
Segundo a soldada Iara Pinheiro, da PMPenha, o trabalho começa logo após o recebimento da medida protetiva expedida pela Justiça. “A gente realiza a triagem dos casos e divide o atendimento por zonas da cidade. Quando chegamos à casa da assistida, perguntamos se ela deseja participar do programa, que consiste nesse acompanhamento contínuo da Patrulha Maria da Penha”, explicou.
Além da fiscalização do cumprimento das medidas protetivas, as equipes também atuam no acolhimento emocional das vítimas. A soldada Dinamara Pereira destacou que o trabalho funciona de forma integrada com toda a rede de proteção à mulher.
“A gente orienta que, em casos de urgência, a mulher ligue imediatamente para o 190, para acionar a viatura mais próxima. A PMPenha atua não só na fiscalização, mas também no acolhimento. Muitas vezes, a mulher precisa primeiro sentir que está segura para conseguir romper o ciclo da violência”, afirmou a militar.

Conforme o governo, as equipes realizam visitas mensais às mulheres acompanhadas, verificando se as medidas judiciais estão sendo respeitadas e se há novos riscos. As informações coletadas durante os atendimentos também são encaminhadas ao Judiciário por meio de relatórios produzidos pelas equipes policiais. “Nosso objetivo é garantir que essa mulher tenha apoio e saiba que pode contar com a Polícia Militar sempre que precisar”, destacou a soldada.
Outro ponto importante é a atuação da chamada Viatura Lilás, utilizada pela Patrulha Maria da Penha. O veículo especializado ajuda a ampliar a visibilidade das ações de enfrentamento à violência doméstica nos bairros da capital, funcionando como símbolo de acolhimento e proteção às vítimas.
A Patrulha Maria da Penha integra a rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher, que reúne instituições como a Polícia Civil, Casa da Mulher Brasileira, Poder Judiciário, Defensoria Pública e serviços de assistência social e saúde.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), o Piauí encerrou o mês de abril sem registrar casos de feminicídio. O resultado acompanha a redução dos índices de violência no estado e reforça os impactos das ações integradas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.
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