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Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, aponta ANS

Em fevereiro de 2026, a inflação oficial ficou em 3,81%, seguindo a apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Dados divulgados na última sexta-feira (08), apontam que essa variação é a menor em cinco anos.

Conforme os dados, esta variação representa mais que o dobro da inflação média. Em fevereiro de 2026, a inflação oficial ficou em 3,81%, seguindo a apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O Instituto de Defesa Consumidor (Idec), uma organização independente, costuma criticar aumentos acima da inflação. A ANS destacou que, diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares, os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.

Nesses planos coletivos, quem tem menos de 30 benefícios têm o mesmo percentual de reajuste por operadora. Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. Segundo a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.

Os dados da ANS relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saíde, um aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.

Em 2025, ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.

Com informações da Agência Brasil.

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